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5/26/2006 12:45:44 PM

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5/26/2006 12:36:27 PM

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3/13/2006 08:18:58 PM
* Maria Rita volta ao Grande ABC *
Do Diário do Grande ABC
Depois do grande sucesso de 2004, a cantora Maria Rita volta aos palcos do Grande ABC no dia 25 deste mês. O show, baseado no segundo CD da artista Segundo será apresentado às 22h no Vitória Hall, em São Caetano, e assinantes do Diário ganham R$ 5 de desconto no valor do ingresso para a platéia superior, que custa R$ 25. Além disso, estão isentos da entrega de um quilo de alimento não-perecível, promoção que permite que os interessados paguem 50% do valor do ingresso normal desde que seja levado no ato da compra. Maria Rita apresenta, entre outras, canções inéditas de Marcelo Camelo e do vencedor do Oscar de melhor canção em 2005, Jorge Drexler. Os ingressos estão à venda nas bilheterias da casa de espetáculos, das 10h às 18h.
* Palavras solo *
Depois do fim da Legião Urbana, o guitarrista preferiu ficar longe dos holofotes por um tempo e só agora, uma década depois, assume uma carreira solo, contando com apoio de amigos de longa data
[11 Março 18h54min 2006]
Depois da Legião Urbana - onde, para seus integrantes, era impossível ser menos que um semi-deus, tal era o afã dos admiradores - é possível, agora, respirar outros ares. Com a guitarra em punho e assumindo o microfone, Dado Villa-Lobos volta aos holofotes. É o DVD MTV Apresenta Dado Villa-Lobos - Jardim dos Cactus, lançado no fim do ano passado. Ao lado dos amigos e colaboradores Dinho Ouro Preto, Fausto Fawcett, Paula Toller e os Paralamas do Sucesso, Dado se (re)apresenta ao público. O resultado é uma viagem que parte de Chopin e, longe das batidas legionárias, aproxima mais o Dado de si mesmo.
Aos 40 anos, casado há 20 e pai de dois adolescentes, o músico ainda tem ares de moleque. Moleque roqueiro e, quando necessário, briguento. Da eterna pendenga estabelecida entre os representantes da família do Renato Russo e Dado e Marcelo Bonfá, sobram faíscas e ironias até para o pesquisador Marcelo Fróes, responsável pela catalogação do acervo deixado por Renato e organizador do CD Renato Russo - Presente, de 2003. Após a entrevista abaixo, feita via mídia eletrônica, tentamos entrar em contato, por telefone, com Dado, a fim de esclarecermos as declarações relacionadas às divergências com Fróes. Na impossibilidade, ficamos somente com a réplica de Fróes. (Natália Paiva)
O POVO - Quando você fazia Sociologia na UnB, surgiu a possibilidade de entrar na Legião Urbana. "A gente fazia música em Brasília para fugir do tédio", você disse em entrevista à Bizz de dezembro último. Como foi, para você, o início na banda?
Dado Villa-Lobos - Não pretendia entrar em banda alguma, na época. A Legião era mais uma banda de amigos, entre amigos... Eu queria ir para a França encontrar meu pai e seguir meu curso de Sociologia. Ainda bem que o Renato e o Bonfá não deixaram isso acontecer, mudaram meu rumo, minha vida, me salvaram de uma vida acadêmica das mais chatas. Só tenho a agradecer.
OP - A famosa frase do Tom Capone, "se a Legião tinha um ponto de equilíbrio, esse ponto era o Dado", e a polêmica declaração do ex-baixista Renato Rocha (Revista Zero, edição 3), "a Legião podia ter sido o U2, mas o Dado não deixou", revelam, na sua opinião, o que do seu papel na banda e das relações travadas entres seus integrantes?
Dado - Talvez eu fosse o ponto de equilíbrio entre o Renato e o Bonfá, duas pessoas um tanto antagônicas; talvez eu tivesse um sentido de responsabilidade mais adequado à situação em que vivíamos. Quanto ao Renato Rocha, o ingrato, deixo claro que fomos bem mais que o U2, a partir do momento em que ele deixou a banda.
OP - Depois das bem-sucedidas trilhas sonoras dos filmes Bufo & Spallanzani, seu primeiro trabalho solo, e O Homem do Ano, você finalizou recentemete a trilha do seriado Mandrake. Apesar dos 20 anos de carreira musical, você acabou de lançar DVD no projeto MTV Apresenta. A opção por integrar esse projeto foi devido às facilidades de mídia ou você acredita precisar de uma "apresentação"?
Dado - Eu me sinto, em certo sentido, me reapresentando ao público, mesmo depois de tanto tempo em exercício. E tem a questão do repertório, do formato, dos arranjos, tem a minha pessoa à frente da voz e interpretando isso tudo... Isso tudo coube dentro do MTV Apresenta, que é a versão mais barata dos programas da emissora. Nós somos aqui uma gravadora independente sem muitos recursos...
OP - Pode-se dizer que os teus fãs são remanescentes da Legião?
Dado - Espero que sim! Essa é uma boa referência e um excelente recomeço.
OP - Para esse ano, quais são os projetos relacionados à Legião? Haverá, mesmo, o lançamento da caixa Material, organizada pelo pesquisador Marcelo Fróes?
Dado - Não existe relacionamento possível da minha parte com o "pesquisador" Marcelo Fróes, que é persona non grata. Não existe a menor chance de qualquer lançamento inédito da Legião Urbana com a presença dessa pessoa.
OP - Você ficou diabético aos 11 anos - o que, de certa forma, provocou amadurecimento com a responsabilidade. Aos 19, você já estava "casado" - união que se estende até hoje. No começo do sucesso da Legião, você não tinha nem 20 anos, mas teve de administrar dinheiro e fama. Você teve de amadurecer bem antes do comum; entretanto, impossível olhar para você e ver um homem de 40 anos. Você sente sua idade - em peso e experiência?
Dado - É claro que sim. Não é facil assumir tanta responsabilidade desde tão cedo: saúde, mulher, filhos, Renatos, Bonfás etc... Comecei realmente cedo, sem problemas; agora, não é mole, não. Ainda mais nesse País que nada ajuda em relação a esse tipo de responsabilidade. Você sabe o que é responsabilidade fiscal? Nem eu, nem eles...
OP - Há um eterno revival dos anos 80; não param de surgir covers de rock nacional, as rádios tocam os hits da época e bandas reaparecem com sucesso. Alguns lamentam o fato do rock dos anos 80 ter retornado com tanta força, reduzindo o espaço para surgimento de novas tendências musicais. Embora você seja um dos expoentes do rock brasileiro da época, o seu trabalho atual é bem diferente dos arranhos oitentistas. Qual a sua opinião a respeito desse eterno revival?
Dado - Eu prefiro renovação, reinvenção. Nada contra o passado, pelo contrário, eu acho que quem de fato representa a tal geração continua por aí esquentando suas platéias Brasil a fora... Não vejo tanto problema assim. As pessoas estão trabalhando e tem gente que se amarra naquele "estereótipo 80". Eu toco algumas musicas da Legião com muito gosto!
OP - Sete anos após a morte de Renato Russo, foi lançado o álbum Renato Russo Presente, cujo hit Mais Uma Vez foi tema de novela, top de rádios etc. - mas estava aquém das letras normalmente compostas por Renato. Você acredita que haja certa exploração do acervo deixado por ele?
Dado - Vocé acha?! (risos) Créditos para o "pesquisador".
OP - Como foi a tua experiência com a Rockit!? Por qual motivo ela deixou de existir como gravadora?
Dado - Acabo de lançar meu DVD e CD pela Rockit!. Ela ainda vive! Acabamos de vender 8.200 DVDs e 5.000 CDs em apenas seis semanas, é fantástico! Eu aconselharia o meu pior inimigo a investir seu dinheiro nesse negócio... Esse País é cruel, precisamos de uma reforma tributária já, precisamos sufocar a pirataria e entrar definitivamente nesse novo paradigma da indústria.
OP - O que você tem ouvido ultimamente?
Dado - Um pouco de tudo: de Clara Nunes a Radiohead, Beck, Los Hermanos (4) e Cidadão Instigado.
* Toranja & amigos no Teatro de Faro *
12-03-2006 8:00:00
Os Toranja sobem ao palco do Teatro Municipal de Faro para um de dez espectáculos feitos em Portugal. Com eles trazem os brasileiros Los Hermanos.
Para esta digressão os Toranja convidaram o grupo brasileiro Los Hermanos. Grupo reconhecido em terras de Vera Cruz, venderam centenas de milhares de discos. Em Portugal são conhecidos pelo tema Ana Júlia.
Esta é uma digressão é composta por dez espectáculos em dez cidades portuguesas, durante o mês de Março, e oito espectáculos no Brasil, em Junho.
Com uma carreira em sentido ascendente, os Toranja assumem uma posição sólida no panorama musical português.
O espectáculo tem a duração de duas horas, é uma produção da Metropolitana e tem lugar no Teatro Municipal de Faro. Os bilhetes oscilam entre os 15 euros, na 1ª plateia, e os 12.50 euros, na 2ª plateia.
Escrito por dhiegoc
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3/12/2006 01:52:08 PM
* Hermanos na Concha *
O próximo show da Los Hermanos em Salvador está confirmado para 16 de abril, na Concha Acústica do TCA, informou o produtor Luisão Pereira. A apresentação será após a turnê portuguesa do grupo, em seis cidades da terra de Cabral, entre 14 e 25 março. Ontem, a banda fez show em São Paulo (onde, surpreendentemente, incluiu a renegada Anna Júlia no repertório).
Escrito por dhiegoc
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3/12/2006 01:50:56 PM
* 'Nosso compromisso é com a música' *
Em entrevista ao JC Cultura, Bruno Medina, tecladista do Los Hermanos, fala da carreira e do show de hoje à noite.
Diego Molina
O show de hoje em Bauru apresenta o quarto disco de Marcelo Camelo (Marcelo Camelo (guitarra, baixo e voz), Bruno Medina (teclados), Rodrigo Amarante (guitarra e voz) e Rodrigo Barba (bateria), batizado simplesmente de 4. Em material de divulgação para a imprensa, na época do lançamento, a banda defendia que a intensidade dos arranjos das novas canções estaria nas lacunas. É possível dizer que no Bloco do Eu Sozinho (segundo disco), as músicas se submetiam aos arranjos, e que no Ventura, os arranjos se submetiam às músicas; no 4 as músicas e os arranjos são uma coisa só, não há distinção.
O disco foi recebido com muita expectativa e certa surpresa pelos arranjos mais delicados e pelo clima intimista da maioria das canções. A expectativa dos fãs de Bauru e região que ainda não assistiram à nova turnê deve estar nas mesmas proporções sabendo como o som dos Hermanos ganha intensidade no palco.
Nas últimas apresentações, a banda tem tocado de oito a dez canções de 4, incluindo Dois Barcos, Primeiro Andar, O Vento, Os Pássaros, Fez-se Mar, Morena e Paquetá. Não ficam de fora Além do que se Vê, Pierrot, Casa Pré-Fabricada, Cara Estranho, A Flor, O Vencedor, Sentimental e Todo Carnaval Tem Seu Fim. Leia a seguir os principais trechos da entrevista dada por e-mail pelo tecladista Bruno Medina ao JC Cultura.
JC Cultura - Como está o repertório da nova turnê? Oito ou nove músicas do disco 4 têm entrado sempre nos shows. A lista das músicas é elaborada com que pensamento: agradar os fãs ou dar uma cara diferente ao show?
Bruno - Uma mistura das duas coisas. Normalmente pensamos nos fãs e em nós também, porque, afinal de contas, o show também tem que ser interessante para nós. O fã do Los Hermanos é muito ligado em detalhes, acho que ele quer ouvir as músicas novas principalmente, porque é comum que já tenha ido a outros shows na turnê passada. O show tem tempo suficiente para que tanto o repertório antigo quanto o novo estejam bem representados.
JC Cultura O 4 foi um disco elogiado pela crítica e pelos fãs mas também recebido com certo espanto por conta do clima intimista, muito diferente da maioria das canções que a banda havia feito até então. Foi surpresa a reação que o disco provocou?
Bruno Na verdade, nunca tivemos a certeza de nada. Salto maior foi do primeiro (Los Hermanos) para o segundo disco (O Bloco do Eu Sozinho). O nosso fã já sabe que não temos um protocolo definido, que podemos mudar o leme do barco a qualquer momento, portanto acho que quem se surpreendeu esqueceu disso. Nosso compromisso é com a música que vem do coração, e fazer isso com sinceridade significa estar aberto às mudanças.
JC Cultura - Na visão de vocês, houve uma real mudança para/com o 4?Foi algo definido, um rumo diferente para o disco, ou algo natural?
Bruno - Considero que cada disco tem um universo bastante distinto dos outros, não foi diferente dessa vez.
JC Cultura - Diversas músicas do 4 falam de rupturas, serenidade, melancolia, distância e de nãos. É uma resposta ao atual momento da carreira de vocês ou a alguma situação especial?
Bruno - Não. As músicas não são resposta a nada, não há significado oficial nem mensagem oculta. Mas é claro que elas falam sobre nós na medida que representam nosso olhar sob as circunstâncias.
JC Cultura - Depois do show em Bauru, vocês seguem para uma turnê em Portugal. Como anda a divulgação do disco por lá? Como é a recepção do público?
Bruno - Tudo ainda muito no início. Temos ainda um trabalho árduo por lá, porém promissor.
JC Cultura - Como está a carreira internacional da banda? É algo que terá destaque na agenda e investimento de vocês nesse ano?
Bruno - Sim, temos permitido que intercâmbios aconteçam. Já fomos procurados por mais de uma banda de fora e o intuito é tentar fazer pontes para outros países. Mas isso tem acontecido de uma forma natural, não que estejamos perseguindo uma carreira no Exterior. Quando surge uma boa ocasião nós aproveitamos, tem sido assim.
JC Cultura - A banda já se acostumou com o assédio dos fãs e com aqueles que adoram o Los Hermanos de forma quase messiânica algo quase único na música brasileira? Vocês acham isso positivo ou negativo?
Bruno - Não temos uma relação direta com essas demonstrações. Pode acontecer de sermos abordados por um grupo no aeroporto ou num restaurante, mas a relação que existe mesmo com os fãs é a que se estabelece durante o show. Ficamos felizes em perceber que fazemos parte da vida de algumas pessoas, que nossa música é importante para elas. Isso só pode ser positivo.
JC Cultura - Além da turnê por Portugal, há novos planos para 2006? Algum novo lançamento ou novidade?
Bruno - Estamos praticamente no meio da turnê do disco 4. O plano é revisitar as capitais e continuar levando esse show aonde ele ainda não foi, como é o caso de Bauru.
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3/12/2006 12:34:28 PM
* Banner do nosso Blog *
Divulguem nosso blog, coloquem nosso botão no seu blog, o end: http://www.loshermanospb.blogger.com.br/Blog_loshermanos.gif
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3/8/2006 08:18:55 PM
* Festival de Alegre *
A banda confirmou sua presença no Festival de Alegre, que acontecerá em julho no Espiríto Santo. Entre outras atrações confirmadas estão Paralamas do Sucesso, DJ Marlboro, CPM22, Maria Rita e O Rappa. Clique aqui para saber mais.
Fonte: Site oficial Los Hermanos
Escrito por dhiegoc
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2/25/2006 07:00:14 PM
* Guga Brandão e sua versão clássico western para Horizonte Distante *
+ uma versão belíssima de uma canção do 4. Desta vez Horizonte Distante. Outra versão inspirada e sugestão minha: deveria abrir os shows da banda em todo Brasil. Mostrando o talento do Guga e revelando a graça e beleza das canções hermânicas, sob outro ponto de vista. Para baixar clique aqui.
Fonte: Blog Los Hermanos
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2/23/2006 12:47:27 PM
*Coquetel Molotov *
Está no ar a entrevista que os hermanos deram para o site de música alternativa Coquetel Molotov de Recife, confira abaixo a entrevista:
LOS HERMANOS
Por Jamerson de Lima
Durante mais uma visita do Los Hermanos ao Recife, onde puderam tocar dois dias seguidos (um dia no Teatro Guararapes e no outro no Clube Internacional) pude aproveitar alguns minutos de folga da galera para fazer uma breve entrevista que se transformou num ótimo bate papo. Raras são as ocasiões em que jornalistas puderam entrevistar os quatro Hermanos ao mesmo tempo. E foi lá no quarto de hotel no meio dessa agitada turnê que estive lá para ver o que eles tinham para dizer e responder sobre a carreira e a fama.
"De uma hora pra outra a gente pode fazer um disco que o público adore e que a crítica ache uma bosta, e aí? "
Como é compor nesse ritmo de shows e turnês?
Amarante: No meu caso, as músicas surgem pela vontade de fazer música. Pelo menos pra mim é assim. É sentar e fazer. Ela não bate na nossa porta. Pra isso é que a gente precisa de um tempo. A inspiração existe, mas, posso dizer assim, ela vem quando eu estou trabalhando, mas trabalhando nas músicas em si. Pra mim, turnê é uma coisa bem cansativa. Depois de três dias seguidos de shows, no quarto dia você não tá com muita paciência... Precisa guardar energia pra tocar. Até porque quando a gente toca, a gente gasta muita energia mesmo. E por mais bonito e romântico que possa parecer, não consigo simplesmente parar pra compor em quarto de hotel durante turnê. Pra mim funciona mais quando estou em casa.
E desde quando vocês estão em turnê?
Bruno: Acho que desde agosto do ano passado. Foi o início da turnê do "4". E a turnê só pára quando a gente volta de vez mesmo pra casa. E ritmo de turnê é aquela coisa. Tem gente trabalhando a todo instante, equipe que vai e vem, todo tempo montando e desmontando equipamento, tem os ensaios... E sem falar que a gente tem pouco tempo livre quando vai de uma cidade pra outra.
Sempre que vieram aqui em show solo, vocês nunca chamaram nenhuma outra banda daqui para abrir. E inclusive falaram que sempre têm muito cuidado em escolher as bandas que vão abrir o show de vocês. Por quê?
Amarante: É verdade! Inclusive no Rio, nesse último show que fizemos lá, fizemos questão de chamar essa galera que a gente gosta muito e que já tocou conosco. O Nervoso, o Cidadão Instigado e o Hurtmold. Na verdade, a gente até tem vontade de fazer isso mais frequentemente, mas às vezes é muito trabalhoso viabilizar isso. Por exemplo, pra eles tocarem lá no Rio, a banda toda do Cidadão Instigado ficou lá em casa. E o que já é uma coisa que nem dá pra fazer noutra cidade, digamos. Mas isso é só um exemplo que me ocorreu agora. Só que aqui mesmo, po... Pensando bem, não ia faltar banda pra abrir o show da gente. Cobrou bem! (risos)
E o que vocês fazem para um show ser diferente do outro?
Amarante: Nada. Pior é que nada mesmo. Se a gente tentasse com todo nosso sangue fazer um show ser igual ao outro ainda assim ele sairia diferente. A gente não conseguiria nem sendo as mesmas músicas, na mesma ordem e com a mesma roupa.
Até porque essa é a primeira vez que vocês tocam duas noites seguidas numa mesma cidade, mas em locais diferentes.
Barba: É, por sinal acho que essa vai ser a primeira vez que a gente vai poder ter a chance de ver uma diferença grande de um show no teatro para um show noutro local sendo numa data tão próxima. Mudança de ambiência, de repertório, da cara do público mesmo. Vai ser legal sentir essa diferença.
Amarante: O legal de ter esses shows assim é que pelo menos pessoas que não iriam a um show como o de hoje e que não são acostumadas a ir a show de rock por serem mais velhas ou por não se sentirem confortáveis ou por falta de costume, poderiam ir tranquilamente ver o show no teatro. Eu particularmente gosto muito de ir ver shows em teatro. É outra coisa.
Em que momento vocês perceberam que a banda estava ficando muito grande a ponto de chegar numa cidade e ver que já havia esgotado todos os ingressos de um show?
Bruno: É... (pausa) é algo que começou a acontecer assim com o Ventura. No Bloco havia uma consagração, mas era meio marginal, sabe. A gente tocava em casas de shows para 300 pessoas e aí começava a lotar. Mas não se podia dizer ainda que era uma consagração de fato como é hoje. A primeira vez que a gente fez um show de final de semana no Canecão foi com o Ventura. E acho que foi quando as coisas começaram a aparecer pros outros como o Los Hermanos sendo grande. E até pra gente mesmo.
Amarante: A gente fez o Canecão no final da turnê do Bloco. Tinha 800 pessoas. Eu me lembro que quando a gente voltou lá no final da outra turnê foi algo do tipo... Caramba! Tinha muito mais gente!
E qual o último show que vocês fizeram pra um público menor que mil pessoas? Até porque hoje em dia é meio difícil ter menos gente indo pros shows, não é?
Bruno: Acho que o último assim foi em Aracaju. Devia ter umas 900 pessoas, por aí... Mas a gente ainda faz uns esquemas menores. Tipo pocket-show em FNAC pra menos gente. Coisas assim em menor proporção. Mas realmente a situação de público é bastante padronizada nas capitais. Só que existe uma realidade no interior do país que é totalmente diferente. Tudo bem que a gente faz muitos shows nas capitais e realmente lota de público, mas ainda existe um amplo terreno a ser percorrido no interior. O Brasil é muito grande. É um país muito desigual em termos de cultura e acesso a informação. Não é nem nesse sentido de parecer que a gente quer conquistar a todos, mas de repente é bom ter essas novas experiências pra mover a gente e ir pra outros lugares.
Como vocês conseguem se manter nesse equilíbrio de crítica e público? O que vocês acham disso?
Amarante: É legal, né! Mas assim, tanto um quanto outro não são nenhum troféu que a gente possa botar na estante. De uma hora pra outra a gente pode fazer um disco que o público adore e que a crítica ache uma bosta, e aí?
Bruno: E sem falar que a crítica também é feita pro público. É feita por alguém que escreve ali coisas que saem da cabeça dele e que depois são publicadas no jornal. Eu sinto muito essa crítica bairrista de gente que, junto com seus amigos, chega a uma verdade e escreve qualquer coisa ali generalizando tudo. Noutro dia tava lendo uma matéria numa revista e que dizia mais ou menos assim "...o Los Hermanos, cada vez mais tristonhos e perdendo público". Mas como assim? Perdendo público? Eu não vejo isso. Acontece do cara escrever o que quer e não saber nem de onde, nem como ele concluiu isso. De repente o sujeito tem seus amigos que gostaram muito do Ventura e que acharam esse disco uma merda. Disso ele tira que a banda está perdendo público e escreve assim. Mas, no final das contas, pro pessoal que lê isso nem muda muita coisa.
Amarante: Até muda sim, sabe, porque tem muita gente que lê revistas e jornais e acha que ali está lendo a verdade.
Bruno: Nem tanto. Aí é que está, Rodrigo. No fundo isso é uma relação pessoal. Ou o cara quer ir pro show ou ele não quer. Ele não vai deixar de querer ir porque a gente está perdendo público.
Amarante: É que no geral, os jornalistas e os críticos de cultura foram ganhando um status de cronistas da realidade. De um lado, é como se nós, músicos e artistas, fôssemos como personagens de um mundo mágico que esse tipo de jornalista imagina ser o autor. E aí fazem perfis de cada um de nós pras pessoas de um jeito como eles querem. Digo isso mais pelos jornais do Rio, que é a realidade que eu vivo. Lá tem muito disso.
Marcelo: Lá fora é que é bem diferente. A gente quando é entrevistado em Portugal, por exemplo, é outra história. Totalmente diferente. Quando a gente dá entrevistas aqui no Brasil é muito difícil sair uma legal. A cada dez que a gente faz, nove saem uma merda.
Amarante: A diferença é assim: tem um tipo de jornalista que parece gostar do que está fazendo. Quando ele chega para entrevistar a gente, ele quer realmente falar com a gente, quer conversar e cultiva uma curiosidade genuína. E outros, que são a maioria, parecem que têm uma espécie de rancor. E já chegam perguntando de uma forma rancorosa. É como um filme onde o diretor já odeia de cara os personagens. Parece o caso de ter que criticar, num sentido pejorativo. De querer achar um defeito e a gente sabe que não precisa ser dessa forma. Os jornalistas também não precisam ser sempre benevolentes, mas é preciso estar aberto àquilo que se vai escrever.
Bruno: Isso tem muito a ver com essa época. As pessoas estão muito acostumadas com a televisão e com a Internet a ir direto àquilo que interessa. Aí quando o cara te entrevista, ele quer um mote. Já pensando no que ele vai colocar como legenda pra foto pra vender a matéria... De repente um texto grande de um bate-papo como esse aqui não seja tão interessante para alguns meios.
E vocês já estão pensando em lançar outro DVD? Mas por que fazer outro, uma vez que o DVD do Cine Íris foi tão bem aceito pelo público?
Amarante: É que é outro disco. Outro repertório. Todo show tem mudanças, arranjos novos. Outro visual que seria interessante registrar. Sem falar que metade desse show novo é de músicas do "4". E isso acaba sendo como aquela coisa de lançar um disco. Se a gente faz um disco muito bom e que todo mundo elogia, a gente vai parar só porque todo mundo elogiou? O lance é esse. É ir andando pra frente e ir pra outro lugar. Não importa se o lugar em que a gente está é muito confortável ou se tá todo mundo aplaudindo. Tudo isso é conseqüência do que a gente fizer.
Escrito por dhiegoc
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2/22/2006 07:02:10 PM
*Contatos*
Para entrar em contatos conosco:
loshermanos_pb@hotmail.com
Escrito por dhiegoc
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2/21/2006 10:10:40 AM
*Los Hermanos em João Pessoa - PB*
Veja fotos e o video do show de Los Hermanos na Praia de Tambaú em João Pessoa - PB no dia 28/01/2006.
Veja na pagina shows / últimos shows realizados / João Pessoa - PB... Clique no link abaixo para entrar no site:
Site Los Hermanos
Fotos: Samara Dantas
Escrito por dhiegoc
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2/21/2006 09:32:26 AM
*Maranhão Music Festival*
Nos dias 14 e 15 de Julho, vai rolar o Maranhão Music Festival em São Luis e as atrações ainda estão sendo confirmadas para o evento. O site oficial do festival colocou a disposição do público uma enquete para saber qual banda deverá tocar no festival.
Bom, pra quem ainda não sabe os Los Hermanos nunca tocaram no estado do Maranhão e essa seria uma grande oportunidade para nós (fãs) ajudar os fãs maranhenses.
Para a nossa alegria, os hermanos estão em 1º lugar na votação da enquete e devemos agora manter o ritmo, para votar basta acessar o site:
MM Festival - Enquete
É preciso colocar nome, endereço e e-mail, é simples... Vamos colaborar pessoal!!!
Fonte: Hermaniacos - PE
Escrito por dhiegoc
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2/21/2006 09:25:43 AM
Entrevistão na Bizz:
Pronto. Abaixo estão as páginas da entrevista com Amarante e Camelo para a conceituada Revista Bizz, para ler basta abrir os links abaixo:
Entrevistão Pág.01
Página 02
Página 03
Página 04
Página 05
Página 06
Página 07
Página 08
*(Fotos por: Fernando Augusto - Mairinque-SP)
Fonte: Hermaniacos - PE
Escrito por dhiegoc
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